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SUMÁRIO EXECUTIVO

O Relatório Cibersegurança em Portugal - Sociedade 2020 apresenta indicadores atualizados, nomeadamente de 2019, sobre o estado das atitudes, dos comportamentos e da educação e sensibilização, em Portugal, no que diz respeito à cibersegurança. O Relatório incide na componente humana deste domínio, tendo em conta os indivíduos e as organizações.

Considerando os números absolutos, a comparação com a média da União Europeia (UE) e a tendência em relação ao ano anterior, é possível extrair algumas conclusões sobre esta matéria. Verifica-se que os indivíduos e as organizações, em Portugal, não têm ainda o nível de atitudes e comportamentos suficientemente adequados para a melhor proteção possível contra as ameaças do ciberespaço, comparativamente à média da UE. Não obstante, os dados absolutos e as tendências anuais são, em parte, positivos. A componente educacional e de sensibilização tem vindo a ganhar robustez, apresentando indicadores também mais favoráveis. Em suma, à luz da metodologia adota- da numa síntese dos indicadores, o resultado global, ainda que insuficiente, encontra-se junto ao limite do positivo.

Analisando os dados diretamente relacionados com as ciberameaças identificadas no Relatório Cibersegurança em Portugal - Riscos & Conflitos 2020 (CNCS, 2020a), como o phishing e o software malicioso, é notório que os indivíduos no país tendem a manifestar preocupação com estas ameaças, contudo, não possuem ainda os comportamentos preventivos suficientes.

Tendo em conta que os indicadores mais atualizados se referem ao ano de 2019, não é possível identificar consequências da pandemia de Covid-19 nos números estudados. Todavia, os resultados mostram qual o nível de preparação dos indivíduos e das organizações para as ciberameaças que acompanham a pandemia. É reconhecido que a engenharia social é muito
importante entre as estratégias de ataque a pessoas isoladas em trabalho à distância. O phishing, por exemplo, aumentou, segundo dados internacionais e do CERT.PT (CNCS, 2020a, 2020b, 2020c e 2020d), o que mostra que as insuficiências comportamentais da prevenção quanto a esta ameaça podem indiciar menos preparação das pessoas e maior necessidade de formação. Quanto às compras online, hábito impulsiona- do pelo confinamento, os indivíduos em Portugal evidenciam atitudes e comportamentos mais adequados em termos de cibersegurança.

Considera-se que as conclusões deste Relatório podem ajudar a melhorar os conteúdos e as estratégias de educação e sensibilização em matéria de cibersegurança, quer nos âmbitos da educação formal e informal, quer no que diz respeito à operacionalização da componente formativa do Quadro Nacional de Referência para a Cibersegurança (QNRCS) e do Roteiro para Capacidades Mínimas de Cibersegurança (RCMCS) (CNCS, 2019b e 2019c).
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Última atualização em 01-04-2021