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NOTAS METODOLÓGICAS



Este Relatório recorre a fontes maioritariamente oficiais e consideradas fidedignas enquanto fornecedoras de indicadores viáveis. A metodologia mais frequentemente utilizada pelas diversas fontes é o inquérito por questionário. Não obstante, em vários casos o CNCS produziu os indicadores com base em dados disponíveis ou solicitados às entidades, nomeadamente em grande parte do capítulo sobre educação e sensibilização. O quadro sintético de indicadores proposto é desenvolvido inteiramente pelo CNCS. Trata-se de uma possibilidade de leitura global dos indicadores disponíveis. A virtude desta abordagem prende-se com a possibilidade de sintetizar numa única visão a diversidade de dados. O risco da sua metodologia prende-se com a necessidade de comparar indicadores de fontes diferentes, com bases empíricas diversas e níveis de disponibilidade e de relevância possivelmente díspares. Ao longo do documento, procurou-se ponderar estas situações.

Uma das fontes mais relevantes deste Relatório, tal como em 2019, é o Eurobarómetro, em particular o Special Eurobarometer 499 Europeans%9 Attitudes Towards Cyber Security, mais uma vez na continuidade dos anteriores. Em relação a Portugal, o inquérito deste Eurobarómetro foi realizado pela Marktest &ndash Marketing, Organização e Formação, entre o dia 08/10/2019 e o dia 21/10/2019, a 1007 inquiridos com mais de 15 anos de idade, através de entrevistas presenciais. No conjunto dos países da UE, incluindo o Reino Unido, foram inquiridas 27 607 pessoas.

Os dados do Eurostat relativos a Perceived barriers to buying/ ordering over the internet (2020a) e a Safety copies and back up files (2020b) são recolhidos pelos Institutos Nacionais de Estatística de cada país da UE, INE em Portugal, no âmbito do modelo de questionário sobre o uso das TIC em contexto doméstico e por indivíduos. Em Portugal, as entrevistas foram realizadas de forma mista, recorrendo a inquéritos pela Internet, face-a-face e por telefone, a 6 624 indivíduos com idades compreendidas entre os 14 e os 74 anos, entre o dia 26/04/2019 e o dia 26/07/2019. Ao nível da UE foram inquiridos cerca de 200 mil indivíduos.

No âmbito de Security policy: measures, risks and staff awareness (2020c), também do Eurostat, os dados são recolhidos igualmente pelos Institutos Nacionais de Estatística de cada país da UE, INE em Portugal, desta feita através do modelo de questionário sobre o uso das TIC e do comércio eletrónico em empresas. Em Portugal, o inquérito foi respondido online ou através de correio, entre o dia 15/02/2019 e o dia 31/07/2019, abrangendo 7 203 empresas. No total da UE a amostra atinge cerca de 160 mil empresas.

Os IUTIC à Administração Pública Central e Regional e às Câmaras Municipais, da DGEEC (2002a 2002b), são realizados a todo o universo a que se referem em Portugal, através de inquérito preenchido online. Aquele que se dirigiu à Administração Pública Central obteve uma taxa de resposta de 99% e os dados foram recolhidos entre outubro de 2019 e março de 2020. O inquérito que incide sobre as Administrações Públicas Regionais obteve uma taxa de resposta de 100% e os dados foram recolhidos entre outubro de 2019 e fevereiro de 2020. Por fim, o inquérito às Câmaras Municipais obteve uma taxa de resposta de 100% e foi realizado entre outubro de 2019 e março de 2020.

No que diz respeito aos dados recolhidos pelo CNCS no capítulo Educação e Sensibilização, os mesmos foram selecionados junto dos websites da DGES e da DGEEC, nomeadamente no que se refere aos cursos registados nestas entidades. Quanto aos cursos de Cibersegurança e Segurança de Informação, utilizou-se a mesma metodologia do Relatório de 2019, pesquisando por palavras-chave nos ficheiros disponíveis os cursos e os números de inscritos e diplomados. As palavras-chave utilizadas foram as seguintes: Ìibersegurança%D; %Csegurança informática%D; %Csegurança de informação%D; %Cinformações e segurança%D; verificando-se mais uma vez a presença do termo %Csegurança%D noutros cursos. No que diz respeito aos cursos profissionais, a fonte da informação passou a ser a DGES, o que alterou a lista de cursos apresentados.

Os números relativos à sensibilização resultam de recolha direta junto das entidades mencionadas, com base no quadro de conhecimento sobre as atividades que se estão a realizar, considerando o relacionamento do CNCS e do Centro Internet Segura com os seus stakeholders.

Para uma descrição mais detalhada das metodologias utilizadas nos diversos inquéritos, consultar as fontes diretamente, às quais é possível aceder nas referências principais.

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Última atualização em 04-04-2021