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COMPORTAMENTOS


Os comportamentos são uma vertente muito importante das boas práticas de ciber-higiene, na medida em que é através da ação que ocorre uma efetiva proteção do próprio e dos outros no uso das TIC. Este capítulo é subdividido em indicadores de comportamento respeitantes aos Indivíduos e às Organizações (Empresas, Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais). Recorre em parte ao referido Eurobarómetro especial 499, mas também, e em grande medida, a dados fornecidos pelo Eurostat e pela DGEEC.

COMPORTAMENTOS INDIVIDUAIS

No âmbito dos comportamentos individuais, o Eurobarómetro especial 499 continua a ser um documento relevante. A partir desta fonte, é possível ter acesso a indicadores sobre mudanças de comportamento fruto de preocupações (isto é, de atitudes), cuidados com as passwords, reconhecimento de que se foi vítima ou a capacidade de reação ao cibercrime.
As preocupações dos indivíduos, em Portugal, com a Internet fizeram alterar o seu comportamento em alguma das seguintes formas? (Múltiplas respostas possíveis) Utilizadores de Internet. (%)
  PT
2019
UE
(tendência 2018-2019)
Tendência PT
(2018-2019)
Tendência PT*
(2014-2017)
Tendência PT
(2013-2014)
Instalou um software antivírus 35 42 (-5 ) -9 -6 +26
Não abre emails de pessoas desconhecidas 43 42(-3) -1 +3 +18
É menos provável fornecer informação pessoal a websites 33 30 (-7 ) -1 = +3
Só utiliza o seu próprio computador 26 32 (-2 ) +3 -7 +15
Só visita websites que conhece e nos quais confia 34 32 (= ) +4 +1 +11
Utiliza passwords diferentes para diferentes websites 20 29 (= ) +7 -13 +11
Utiliza passwords mais complexas do que no passado 15 26 (-1 ) +3 ** **
Altera as suas passwords regularmente 14 21 (= ) -2 -11 **
Alterou as definições de segurança(ex.: no browser, na rede social online) 10 13 (-4 ) +1 -6 +3
É menos provável comprar bens e serviços online 12 10 (-1 ) -5 -8 -13
Cancelou uma compra online devido a suspeita sem relação ao vendedor ou ao website 2 9 (-1 ) -3 -1 +5
É menos provável usar o banco online 11 8 (-1 ) -2 -11 -2
Usa um gestor de passwords 3 7 ** ** **
Usa características biométricas(p. ex.: reconhecimento facial, impressões digitais) 4 13 ** ** **
Não se liga à Internet através de hotspots inseguros 15 23 ** ** **
Outra [espontâneo] 6 8 (+ 5) +4 +1 =
Nenhuma/Não está preocupado com a segurança online [espontâneo] 13 4 (-11) -4 +4 -10
Não sabe 1 3 (+ 1) = ** +1
Tabela 9 | Eurobarómetro 499, 480, 423 e 404

*Não se estabelece uma comparação com 2017 porque os dados desse ano são recolhidosno âmbito do Eurobarómetro 460 Attitudes towards the impact of digitisation and automationon daily life. Sendo uma base estatística semelhante, não é a mesma.
**Opções de resposta não disponíveis nesses anos.


Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019
Sexo As mulheres tendem a identificar mais ações e a sentir mais preocu-pação do que os homens, com 87% e 85%, respetivamente.
Idade Os indivíduos com mais de 55 anos tendem a identificar mais ações e a sentir mais preocupação do que as restantes faixas etárias. Por exemplo, enquanto os indivíduos com mais de 55 anos apresentam o valor de 88%, os indivíduos com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos apresentam 80%.
Educação Os indivíduos que estudaram até depois dos 20 anos de idade têm valores contrastantes com aqueles que ainda estudam, com 94% a identificarem ações e a sentir preocupação, enquanto os que ainda estudam apenas chegam aos 79%.
UE A média da UE tende, em geral, a apresentar menos divergências entre os grupos.
Eurobarómetro 499

As preocupações dos indivíduos, em Portugal, com a Internet fizeram alterar o seu comportamento em alguma das seguintes formas? (Múltipla respostas possíveis) 2013-2019. Utilizadores de Internet. (%)

Figura 20
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Figura 20 | Eurobarómetro 499, 480, 423 e 404


As preocupações dos indivíduos, em Portugal, com a Internet fizeram alterar o seu comportamento em alguma das seguintes formas? (Múltipla respostas possíveis) Comparação com UE. Utilizadores de Internet. (%)

Figura 21
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Figura 21 | Eurobarómetro 499


As preocupações dos indivíduos, em Portugal, com a Internet fizeram alterar o seu comportamentoem alguma das seguintes formas? (Múltipla respostas possíveis) 2018-2019. Utilizadores de Internet. (%)

Figura 22
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Figura 22 | Eurobarómetro 499 e 480


DESTAQUES

O comportamento mais frequente entre os indivíduos, em Portugal, em resultado de preocupações com a Internet é o de não abrirem emails de pessoas desconhecidas, que regista o valor de 43%. A média da UE é de 42%, também o comportamento mais frequente, mas com igual percentagem do que a instalação de um software antivírus;

A maior descida em relação a 2018, entre os indivíduos, em Portugal, diz respeito a instalar software antivírus, em menos 9 pp (para 35%). A maior subida, de 7 pp (para 20%), corresponde à utilização de passwords diferentes para diferentes websites - todavia, os indivíduos, em Portugal, continuam a ter menos cuidados com as passwords do que a média da UE. No somatório, há uma ligeira subida no que diz respeito a pessoas que alteram o seu comportamento, em Portugal, em 4 pp (subtraindo os que referem "nenhuma" ou "não sabe");

Identifica-se ainda uma discrepância relevante entre os números em Portugal e a média da UE nos novos indicadores, em particular no uso de características biométricas, que em Portugal atinge os 4% e a média da UE é de 13%;

Em termos sociodemográficos, em Portugal, as mulheres, os indivíduos com mais de 55 anos e aqueles que estudaram até depois dos 20 anos de idade tendem a afirmar mais do que os restantes agir em resultado de preocupações com a Internet.


Para qual destes serviços online, se algum, os indivíduos, em Portugal, alteraram a password que usam para aceder às suas contas, nos últimos 12 meses? (Múltiplas respostas possíveis)Utilizadores de Internet. (%)
  PT
2019
UE
(tendência 2018-2019)
Tendência PT
(2018-2019)
Tendência PT
(2017-2018)
Tendência PT
(2014-2017)
Tendência PT
(2013-2014)
Email 25 37 (+ 3) +4 -13 -7 +12
Banco online 15 30 (+ 4) = = -14 +21
Redes sociais online 16 25 (-1 -4 -8 +2 -3
Websites de compras 6 16 (+ 1) -5 +6 -5 +4
Websites de serviços públicos 6 9 (+ 1) -1 -1 -2 *
Jogos online 3 7 (+ 1) +1 = -5 *
Outra [espontâneo] 7 10 (+ 5) +6 -3 +2 *
Nenhum [espontâneo] 48 31 (-9 ) -11 +6 +14 -18
Não sabe 21 11 (+ 8) +20 = = =
Total %CMudou a password%D 41 69 (+ 11) +1 -2 -18 +18
Tabela 10 | Eurobarómetro 499, 480, 464a, 423 e 404

*A pergunta não foi realizada nestes anos. Devido ao menor número de opções,isso pode interferir na comparabilidade dos resultados.


Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019
Sexo Os homens tendem a mudar mais as passwords do que as mulheres: 45% mudaram alguma das passwords, contra 37% das mulheres.
Idade Os indivíduos com idades compreendidas entre os 40 e os 54 anos de idade tendem a mudar mais alguma das passwords do que as restantes faixas etárias, atingindo os 48%. Os indivíduos com mais de 55 anos, por exemplo, apenas atingem os 35%.
Educação Os indivíduos que estudaram até depois dos 20 anos de idade afirmam mais do que os restantes que mudaram alguma das passwords identificadas, apresentando o valor de 63%. Os que estudaram no máximo até aos 15 anos de idade atingem apenas os 26%.
UE Em relação à idade, a média da UE apresenta valores mais altos na faixa etária entre os 25 e os 39 anos, com 77% a terem alterado alguma password. Em relação ao nível educacional, as pessoas que ainda estudam destacam-se na média da UE, com 76% a identificarem alguma mudança de password.
Eurobarómetro 499

Para qual destes serviços online, se algum, indivíduos, em Portugal, alteraram a password que usam para aceder às suas contas, nos últimos 12 meses? (Múltiplas respostas possíveis) 2013-2019.Utilizadores de Internet. (%)

Figura 23
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Figura 23 | Eurobarómetro 499, 480, 464a, 423 e 404


Para qual destes serviços online, se algum, os indivíduos, em Portugal, alteraram a password que usam para aceder às suas contas, nos últimos 12 meses? (Múltipla respostas possíveis)Comparação com UE. Utilizadores de Internet. (%)

Figura 24
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Figura 24 | Eurobarómetro 499


Para qual destes serviços online, se algum, os europeus alteraram a password que usam para aceder às suas contas, nos últimos 12 meses? (Múltipla respostas possíveis) 2018-2019. Utilizadores de Internet. (%)

Figura 25
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Figura 25 | Eurobarómetro 499 e 480


DESTAQUES

Os indivíduos, em Portugal, mudaram menos as suas passwords nos 12 meses anteriores do que a média da UE, com 48% a não terem mudado qualquer password, enquanto a média da UE a este respeito fica pelos 31%;

A média da UE é sempre superior aos números em Portugal em termos de mudança de passwords em qualquer das plataformas indicadas;

Em relação ao ano anterior, há uma diminuição em 11 pp de indivíduos, em Portugal, que afirmam que não mudaram nenhuma password; contudo, há um aumento em 20 pp de indivíduos que respondem que não sabem;

Em Portugal, o total de pelo menos uma mudança de password aumentou apenas 1 pp em relação ao ano de 2018, para 41%, quando a média da UE é de 69% e aumentou 11 pp;

O email, com 25% (mais 4 pp do que no ano anterior), é o tipo de conta em relação à qual se verificam mais mudanças de password, em Portugal. O mesmo ocorre no âmbito da média da UE, com 37% (mais 3 pp do que no ano anterior);

As contas de redes sociais e dos bancos online são as que, logo a seguir ao email, mais mudanças de password apresentam entre os indivíduos, com 16% e 15%, respetivamente.


Nos últimos três anos, com que frequência os indivíduos, em Portugal, experienciaram pessoalmente ou foram vítimas de cada uma das seguintes situações? Pelo menos uma vez.Utilizadores de Internet. (%)
  PT
2019
UE
(tendência 2018-2019)
Tendência PT
(2018-2019)
Descobrir software malicioso (vírus, etc.) no seu dispositivo 11 28 (-5 ) -13
Roubo de identidade (alguém roubar os seus dados pessoais e fazer-se passar por si) 1 6 (-1 ) -4
Ser vítima de fraude em cartão bancário ou em banco online 2 8 (-2) -4
Acidentalmente, encontrar pornografia infantil online 2 5 (-2 ) -4
Ocorrer hacking das suas redes sociais online ou conta de email 3 11 (-1 -4
Acidentalmente encontrar material online que promove ódio racial ou extremismo religioso 3 13 (-5 -4
Ciberataques que impedem o seu acesso a serviços online, como banca ou serviços públicos 2 8 (-1 ) -6
Pedirem um pagamento em troca da recuperação do controlo sobre o seu dispositivo 2 8 (-1 -5
Receber emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais (incluindo acesso ao computador, login, informação de pagamentos ou bancária) 5 36 (+ 2) -5
Fraude online em que os bens adquiridos não são entregues, são contrafeitos ou não são como publicitados 3 12 (-3 ) -4
Tabela 11 | Eurobarómetro 499 e 480



Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019
Sexo Dada a base da amostra e a irregularidade das diferenças, não se consideram relevantes as possíveis tendências identificadas.
Idade Dada a base da amostra e a irregularidade das diferenças, não se consideram relevantes as possíveis tendências identificadas.
Educação Dada a base da amostra e a irregularidade das diferenças, não se consideram relevantes as possíveis tendências identificadas.
UE Na média da UE, a única diferença entre grupos considerada relevante é a que ocorre entre sexos, em que os homens tendem a reconhecer mais do que as mulheres já terem sido vítimas de alguma destas situações. Por exemplo, na média da UE, 31% dos homens reconhecem ter sido vítimas de software malicioso, enquanto apenas 24% das mulheres o fazem.
Eurobarómetro 499

Nos últimos três anos, com que frequência os indivíduos, em Portugal, experienciaram pessoalmente ou foram vítimas de cada uma das seguintes situações? Pelo menos uma vez. 2018-2019. Utilizadores de Internet. (%)

Figura 26
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Figura 26 | Eurobarómetro 499 e 480


Nos últimos três anos, com que frequência os indivíduos, em Portugal, experienciaram pessoalmente ou foram vítimas de cada uma das seguintes situações? Pelo menos uma vez. Comparação com UE.Utilizadores de Internet. (%)

Figura 27
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Figura 27 | Eurobarómetro 499


Nos últimos três anos, com que frequência os europeus experienciaram pessoalmente ou foram vítimas de cada uma das seguintes situações? Pelo menos uma vez. Utilizadores de Internet. (%)

Figura 28
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Figura 28 | Eurobarómetro 499 e 480


DESTAQUES

Os indivíduos, em Portugal, reconhecem menos do que a média da UE como tendo experienciado ou sido vítimas de qualquer uma das situações descritas. As maiores discrepâncias com a média da UE ocorrem em relação a receber emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais, com 5% entre os indivíduos em Portugal e 36% na média da UE, e quanto a descobrir software malicioso, com 11% em Portugal e 28% na média da UE - não obstante estas discrepâncias, ambas as situações são as mais identificadas entre os indivíduos em Portugal e na média da UE;

Em relação a 2018, em Portugal, a situação que mostra maior alteração é a que diz respeito a descobrir software malicioso, com menos 13 pp;

Verifica-se uma diminuição em relação ao ano anterior em todas as situações identificadas pelos indivíduos em Portugal. O mesmo se passa na média da UE, com exceção de receber emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais, que cresce 2 pp.


 O que fizeram os indivíduos, em Portugal, em cada uma das seguintes situações experienciadas pessoalmente ou de que foram vítimas? (Múltiplas respostas possíveis) Pelo menos uma ação e a mais frequente. Vítimas. * (%)
  PT
2019
Ação +frequente
PT/UE 2019
UE
(tendência 2018-2019)
Tendência PT
(2018-2019)
Descobrir software malicioso (vírus, etc.) no seu dispositivo 65 Outro 47/
Nada 43
52 (-2) -18
Roubo de identidade (alguém roubar os seus dados pessoais e fazer-se passar por si) 63 Nada 37/
Cont. polícia 28
74 (+ 3) +19
Ser vítima de fraude em cartão bancário ou em banco online 81 Outro 29/
Cont. polícia 35
84 (+ 1) +21
Acidentalmente, encontrar pornografia infantil online 50 Nada 35/34 61 (+ 7) -13
Ocorrer hacking das suas redes sociais online ou conta de email 84 Cont. vend. 27/
Nada 34
62 (-5) +10
Acidentalmente encontrar material online que promove ódio racial ou extremismo religioso 57 Nada 36/52 45 (+ 1) -4
Ciberataques que impedem o seu acesso a serviços online, como banca ou serviços públicos 53 Nada 34/58 59 (+ 5) =
Pedirem um pagamento em troca da recuperação do controlo sobre o seu dispositivo 65 Nada 35/44 51 (-6) =
Receber emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais (incluindo acesso ao computador, login, informação de pagamentos ou bancária) 61 Nada 32/55 43 (-7 ) +9
Fraude online em que os bens adquiridos não são entregues, são contrafeitos ou não são como publicitados 74 Cont. vend. 44/
Cont. vend. 41
74 (-5 ) +11
Tabela 12 | Eurobarómetro 499 e 480

*Esta pergunta é realizada pela primeira vez no inquérito de 2018, Eurobarómetro 480,não permitindo, por isso, realizar comparações com os anos anteriores.


Situação com mais reação por cada resposta possível
  Situação com mais reação
PT 2019
Valores
PT 2019
Situação com mais reação
UE 2019
Valores
UE 2019
Nada Roubo de identidade... 37 Receber emails fraudulentos... 55
Contactaram a polícia Ser vítima de fraude em cartão bancário... 27 Ser vítima de fraude em cartão bancário... 31
Contactaram o website/vendedor Fraude online em que os bens adquiridos... 44 Fraude online em que os bens adquiridos... 41
Contactaram o fornecedor do serviço de internet Roubo de identidade... 26 Ocorrer hacking das suas redes... 16
Contactaram uma organização de proteção do consumidor Ocorrer hacking das suas redes... 7 Roubo de identidade... ser vítima de fraude em cartão bancário... encontrar pornografia infantil online... fraude online em que os bens adquiridos 6
Reportaram a situação através de um website ou email oficial (outro que não o da polícia) Ser vítima de fraude em cartão bancário... receber emails fraudulentos... ciberataques que impedem o seu acesso... fraude online em que os bens adquiridos... 6 Ser vítima de fraude em cartão bancário... 8
Outro [espontânea] Descobrir software malicioso... 47 Descobrir software malicioso... 20
Não sei ...Encontrar pornografia infantil online... 15 Roubo de identidade... 6
Tabela 13 | Eurobarómetro 499 e 480


Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019
Sexo A variação entre grupos não permite identificar uma tendência. Deve considerar-se o facto de a base estatística ser pouco numerosa como possível fator explicativo (apenas os indivíduos que se reconhecem como vítimas).
Idade A variação entre grupos não permite identificar uma tendência. Deve considerar-se o facto de a base estatística ser pouco numerosa como possível fator explicativo (apenas os indivíduos que se reconhecem como vítimas).
Educação A variação entre grupos não permite identificar uma tendência. Deve considerar-se o facto de a base estatística ser pouco numerosa como possível fator explicativo (apenas os indivíduos que se reconhecem como vítimas).
UE A tendência mais evidente na média da UE diz respeito à diferença entre sexos, em que as mulheres tendem a reagir um pouco mais do que os homens. A diferença mais relevante refere-se aos ciberataques que im-pedem o acesso a serviços online, como banca ou serviços públicos, em que 64% das mulheres reagiram de algum modo, enquanto apenas 54% dos homens o fizeram.
Eurobarómetro 499

O que fizeram os indivíduos, em Portugal, em cada uma das seguintes situações experienciadas pessoalmente ou de que foram vítimas? (Múltiplas respostas possíveis)Pelo menos uma ação. 2018-2019. Vítimas. (%)

Figura 29
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Figura 29 | Eurobarómetro 499 e 480


O que fizeram os indivíduos, em Portugal, em cada uma das seguintes situações experienciadas pessoalmente ou de que foram vítimas? (Múltiplas respostas possíveis) Pelo menos uma ação.Comparação com UE. Vítimas. (%)

Figura 30
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Figura 30 | Eurobarómetro 499


O que fizeram os europeus em cada uma das seguintes situações experienciadas pessoalmente ou de que foram vítimas? (Múltiplas respostas possíveis) Pelo menos uma ação. 2018-2019. Vítimas. (%)

Figura 31
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Figura 31 | Eurobarómetro 499 e 480


DESTAQUES

As situações que mais conduziram a alguma reação por parte das vítimas entre os indivíduos, em Portugal, foram o hackingdas redes sociais ou conta de email, com 84%, e ser vítima de fraude em cartão bancário ou em banco online, com 81%. Esta última é a que conduziu a mais reações na média da UE, com 84%. Por sua vez, ocorrer hacking das redes sociais online ou conta de email, na média da UE, apenas atingiu os 62%;

As situações que mais cresceram em termos de reações, entre os indivíduos em Portugal, foram o ser vítima de fraude em cartão bancário ou em banco online (+21 pp) e roubo de identidade (+19 pp). As que mais decresceram foram o descobrir software malicioso (-18 pp) e, acidentalmente, encontrar pornografia infantil online (-13 pp). A média da UE apresentou oscilações menos acentuadas entre 2018 e 2019 (uma explicação possível é o facto de a base da amostra ser muito maior);

Em várias situações, entre os indivíduos em Portugal, a resposta "não se fez nada" teve um volume relevante. Por exemplo, é o caso de 37% das pessoas que foram vítimas de roubo de identidade, enquanto, na mesma situação, 28% na média da UE contactaram a polícia. Comparando com o indicador 7, respeitante àquilo que as pessoas fariam, independentemente de terem sido ou não vítimas, verifica-se um muito menor contacto com a polícia por parte dos indivíduos em Portugal e na média da UE que foram vítimas efetivas destas situações do que entre os que especulam sobre o que fariam caso fossem vítimas;

Existe uma correlação entre o tipo de ação e o tipo de situação: contacta-se mais a polícia quando se é vítima de fraude em cartão bancário ou em banco online (27% em Portugal e 31% na média da UE) e o website/vendedor quando se é vítima de fraude online em que os bens adquiridos não são entregues, são contrafeitos ou não são como publicitados (44% em Portugal e 41% na média da UE).


Nos últimos três anos, com que frequência os indivíduos, em Portugal, experienciaram pessoalmente ou foram vítimas de cada uma das seguintes situações? Pelo menos uma vez.Utilizadores de Internet. (%)
  PT
2019
UE
20199
Sim, à polícia ou autoridades 2 7
Sim, a um provedor de serviços 1 5
Sim, a um website 1 6
Sim, a uma organização de proteção do consumidor 1 3
Sim, a outra pessoa 1 3
Não, nunca 95 83
Não sei 1 1
Total "Sim" 4 17
Tabela 14 | Eurobarómetro 499

*Questão realizada pela primeira vez em 2019.


Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019
Sexo Sem diferenças relevantes entre sexos.
Idade Os indivíduos com mais do que 55 anos de idade tendem a ter reportado menos um cibercrime ou outro comportamento ilegal online do que as restantes faixas etárias. Por exemplo, enquanto apenas 1% dos indivíduos com mais do que 55 anos de idade o fizeram, aqueles com idades compreendidas entre os 15 e os 24 anos de idade atingem o valor de 6%.
Educação Os indivíduos que estudaram no máximo até aos 15 anos de idade tendem a reportar menos este tipo de situação do que os restantes grupos, atingindo apenas 2%, enquanto, por exemplo, quem estudou até pelo menos aos 20 anos de idade chega aos 7%.
UE Tendências na média da UE semelhantes aos dados nacionais, exceto no que diz respeito à diferença entre sexos. Na média da UE, os homens apresentam valores ligeiramente superiores quanto a reportar este tipo de situação, com 19%, enquanto as mulheres atingem os 15%.
Eurobarómetro 499

Alguma vez os indivíduos, em Portugal, reportaram um cibercrime ou outro comportamento ilegal online (por exemplo, ciberataque, assédio online ou bullying)? (Múltiplas respostas possíveis)Comparação com UE. Todos os indivíduos. (%)

Figura 32
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Figura 32 | Eurobarómetro 499


DESTAQUES

Os indivíduos, em Portugal, reportaram menos cibercrimes ou outro comportamento ilegal online do que a média da UE, com apenas 4% a afirmarem que já o fizeram alguma vez, enquanto a média da UE atinge os 17%;

Entre os indivíduos, em Portugal, que já reportaram algum cibercrime ou outro comportamento ilegal online, a polícia foi o contacto mais frequente já realizado, com 2%, enquanto a média da UE atinge os 7%;

Em Portugal, os indivíduos com menos idade e os indivíduos com mais estudos tendem a ter reportado mais algum cibercrime ou outro comportamento ilegal online.


Nos últimos três anos, com que frequência os indivíduos, em Portugal, experienciaram pessoalmente ou foram vítimas de cada uma das seguintes situações? Pelo menos uma vez.Utilizadores de Internet. (%)
  PT
2019
UE
(tendência 2018-2019)
Tendência PT
(2018-2019)
Tendência PT
(2017-2018)
Tendência PT*
(2014-2017)
O uso da internet pela criança é monitorizado 18 21 (-1 ) +5 -1 +3
As configurações de controlo parental são ativadas 5 17 (+ 3) -4 -1 =
O tempo gasto pela criança online é limitado 12 19 (=) -3 = =
Os riscos online são discutidos com a criança 12 20 (=) +1 -9 +2
O assédio online é reportado 3 8 ** ** **
Gostaria de fazer algo, mas não sabe como 4 6 (+ 3) -2 +3 +2
Outro 7 6 (+ 2) +5 = +1
Nada 11 11 (+ 6) +10 -10 +8
Não se aplica 55 52 (=) -7 +3 -4
Não sabe 9 7 (+ 5) +7 +2 -1
Total algo é feito 26 37 (+ 1) -3 +1 ***
Tabela 15 | Eurobarómetro 499, 480, 464a e 423

*Questão não realizada em 2013.
**Opção de resposta não disponível nesses anos.
***Dados indisponíveis.


Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019
Sexo As mulheres tendem a agir mais em relação ao assédio online de crianças do que os homens, com 29%, contra 23%, respetivamente.
Idade Os indivíduos com mais de 55 anos de idade tendem a agir menos do que os restantes em relação ao assédio online de crianças, com 7% a reconhecerem que agem. Por exemplo, os indivíduos com idades compreendidas entre os 25 e 39 anos atingem os 45%.
Educação Os indivíduos que estudaram no máximo até aos 15 anos de idade tendem a agir menos do que os restantes em relação ao assédio online de crianças, com 13%. Os que estudaram até depois dos 20 anos de idade atingem os 45%.
UE Tendências genericamente alinhadas com a média da UE.
Eurobarómetro 499

Considerando o assédio online de crianças com menos de 16 anos (por exemplo, bullying ou grooming), o que os indivíduos, em Portugal, fazem, se alguma coisa, no seu espaço doméstico, para as proteger enquanto estão online? (Múltiplas respostas possíveis) 2014-2019. Todos os indivíduos. (%)

Figura 33
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Figura 33 | Eurobarómetro 499, 480, 464a e 423


Considerando o assédio online de crianças com menos de 16 anos (por exemplo, bullying ou grooming), o que os indivíduos, em Portugal, fazem, se alguma coisa, no seu espaço doméstico,para as proteger enquanto estão online? (Múltiplas respostas possíveis) Todos os indivíduos. (%)

Figura 34
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Figura 34 | Eurobarómetro 499 e 480


Considerando o assédio online de crianças com menos de 16 anos (por exemplo, bullying ou grooming),o que os europeus fazem, se alguma coisa, no seu espaço doméstico, para as proteger enquanto estão online? (Múltiplas respostas possíveis) 2018-2019. Todos os indivíduos. (%)

Figura 35
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Figura 35 | Eurobarómetro 499 e 480


DESTAQUES

Os indivíduos, em Portugal, tendem a agir menos em relação ao assédio online de crianças, com 26% a fazerem algo (menos pp do que em 2018), contra 37% (mais 1 pp do que em 2018) na média da UE;

Aquilo que os indivíduos, em Portugal, mais fazem em relação ao assédio online de crianças é a monitorização do uso da Internet pela criança (18%), tal como na média da UE (21%);

Contudo, existem algumas discrepâncias entre os indivíduos em Portugal e a média da UE: apenas 5% ativam as configurações de controlo parental, contra 17% da média da UE; apenas 12% discutem os riscos online com os filhos, contra 20% na média da UE; e apenas 12% limitam o tempo gasto pela criança online, contra 19% da média da UE;

Em relação ao ano de 2018, houve um aumento de 10 pp de indivíduos, em Portugal, que afirmam que não agiram no que diz respeito ao assédio online de crianças.

Durante 2020, o Eurostat atualizou e lançou pela primeira vez um conjunto de indicadores muito relevantes sobre cibersegurança. Um destes indicadores, que não era atualizado desde 2017, é o relativo a Barreiras Percecionadas Quanto a Comprar/Encomendar Através da Internet devido a preocupações com a segurança de pagamento (Eurostat, 2020a). O ato de não comprar online devido a preocupações de segurança de pagamento é um comportamento que resulta de uma preocupação com a cibersegurança, o que pode ser perspetivado mais como um cuidado do que como um problema, embora o que se pretenda em termos de ciber-higiene seja a realização de compras online com cuidado e não o deixar de as fazer.


Barreiras percecionadas pelos indivíduos, em Portugal, quanto a comprar/encomendaratravés da Internet: Preocupações com a segurança de pagamento. (%)
  PT
2019
UE
(tendência 2017-2019)
Tendência PT
(2017-2019)
Tendência PT
(2015-2017)
Tendência PT
(2009-2015)
Indivíduos que, nos últimos 12 meses, não compraram/encomendaram bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento 23 6 (-1 ) -6 +3 +5
Tabela 16 | Eurostat 2020a



Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019 (3)
Sexo As mulheres, com idades compreendidas entre os 16 e os 74 anos, tendem a não comprar/encomendar bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento, em maior percentagem, com 24%, do que os homens, com 21%, na mesma faixa etária.
Idade Os indivíduos com idades compreendidas entre os 25 e os 34 anos tendem a restringir menos a sua ação a este respeito, com 14%, do que as restantes faixas etárias. Por exemplo, quem tem idades compreendidas entre os 45 e os 54 anos de idade apresenta o valor de 28%.
Educação Os indivíduos com uma educação formal superior e idades entre os 25 e os 64 anos também tendem a restringir menos a sua ação, com 18%. Quem tem uma educação formal baixa e média restringe mais, com 27% cada, na mesma faixa etária.
UE Na média da UE verifica-se mais equilíbrio entre sexos. Contudo, nos restantes domínios a tendência é semelhante aos dados sobre Portugal.
Eurostat 2020a


(3) Nos dados do Eurostat, os grupos etários correspondem aos seguintes intervalos: até 15 anos; 16-24 anos; 25-34 anos; 35-54 anos; 55-64 anos; 65-74 anos; +75 anos. Os grupos educacionais, aos seguintes tipos: educação formal baixa, média ou superior.


Indivíduos, em Portugal, nos últimos 12 meses, não compraram/encomendaram bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento. 2009-2019. Todos os indivíduos. (%)

Figura 36
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Figura 36 | Eurostat 2020a


Indivíduos, em Portugal, nos últimos 12 meses, não compraram/encomendaram bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento. Comparação com a UE. Todos os indivíduos. (%)

Figura 37
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Figura 37 | Eurostat 2020a


Europeus que, nos últimos 12 meses, não compraram/encomendaram bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento. 2017-2019. Todos os indivíduos. (%)

Figura 38
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Figura 38 | Eurostat 2020a


DESTAQUES

Os indivíduos, em Portugal, não compraram/encomendaram bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento, em percentagem superior à média da UE, atingindo os 23%, enquanto a média da UE atinge apenas os 6%;

Não obstante, a tendência é decrescente em relação ao ano de 2017, entre os indivíduos, em Portugal, com menos 6 pp, depois de subidas contínuas nos inquéritos anteriores;

Em Portugal, os homens, os que têm idades compreendidas entre os 24 e os 35 anos e os que têm uma educação superior restringem menos a sua ação de comprar/encomendar bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento, do que os restantes grupos.

Também do Eurostat (2020b), o indicador sobre Cópias de Segurança e Ficheiros de Backup diz respeito a um comportamento de cuidado por parte dos indivíduos que é relevante considerar. Trata-se de uma ação que promove, por exemplo, uma melhor proteção contra o ransomware, o qual, cifrando os dados da vítima e pedindo um resgate para os decifrar, pode ser contornado com um backup, de preferência desconectado da Internet. Este indicador refere-se exclusivamente a 2019.


Barreiras percecionadas pelos indivíduos, em Portugal, quanto a comprar/encomendar através da Internet: Preocupações com a segurança de pagamento. (%)
  PT UE
Portugueses que fazem cópias de segurança dos seus ficheiros num dispositivo externo de armazenamento ou num espaço de armazenamento na Internet, automática ou manualmente 39 48
Tabela 17 | Eurostat 2020b

*Esta questão tem um formato diferente nos anos anteriores.Por isso, apenas se apresentam dados relativos a 2019.


Aspetos sociodemográficos relevantes em Portugal, 2019
Sexo Os homens, entre os 16 e os 74 anos de idade, tendem mais do que as mulheres com as mesmas idades a fazer cópias de segurança dos seus ficheiros nas condições descritas, em 41%, enquanto as mulheres atingem os 37%.
Idade Os indivíduos mais novos tendem a fazer mais cópias deste tipo do que os mais velhos. Por exemplo, os indivíduos com idades compreendidas entre os 16 e os 24 anos apresentam o registo de 62%, enquanto os que têm entre 65 e 74 anos atingem apenas os 11%.
Educação Os indivíduos com educação formal superior e idades compreendidas entre os 25 e os 64 anos fazem mais cópias de segurança dos seus ficheiros, com 77%, do que os que têm educação formal média, com 51%, e baixa, com 15%, na mesma faixa etária.
UE Tendências alinhadas com a média da UE.
Eurostat 2020b

Indivíduos, em Portugal, que fazem cópias de segurança dos seus ficheiros num dispositivo externo de armazenamento ou num espaço de armazenamento na Internet, automática ou manualmente.Todos os indivíduos. (%)

Figura 39
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Figura 39 | Eurostat 2020b


DESTAQUES

Os indivíduos, em Portugal, fazem menos cópias de segurança dos seus ficheiros num dispositivo externo de armazenamento ou num espaço de armazenamento na Internet, automática ou manualmente, do que a média da UE, com 39%, contra 48%, respetivamente;

Em Portugal, os homens, os indivíduos mais novos e os que têm uma educação formal superior tendem a fazer mais cópias de segurança do tipo descrito do que os restantes grupos.


COMPORTAMENTOS ORGANIZACIONAIS


Este ano é possível ter acesso a um conjunto de indicadores sobre empresas muito relevante, fruto do lançamento, durante 2020, dos resultados do inquérito do Eurostat sobre Políticas de Segurança: medidas, riscos e sensibilização de(Eurostat, 2020c). Através desta fonte, apresentam-se números sobre medidas de cibersegurança que as empresas aplicam, a sua definição de políticas a este respeito, a existência ou não de recomendações documentadas e ainda o modo como se organizam as atividades relacionadas com a segurança das TIC. A componente deste inquérito ligada à sensibilização é remetida para o capítulo sobre Educação e Sensibilização.
Medidas de segurança das TIC nas empresas (4), em Portugal, 2019. (%)
  Todas Pequenas Médias Grandes
  PT UE PT UE PT UE PT UE
Autenticação forte de password 85 77 83 75 91 86 96 93
Manter o software (incluindo sistemas operativos) atualizado 90 87 89 86 95 94 97 97
Identificação do utilizador e autenticação através de métodos biométricos implementados pela empresa 15 10 12 8 * 14 38 22
Técnicas de cifra para dados, documentos ou emails 39 38 37 34 * 53 73 72
Backup de dados para um local separado (incluindo backup para a nuvem) 74 76 71 74 89 86 93 91
Controlo de acesso à rede (gestão do acesso de dispositivos e utilizadores à rede da empresa) 71 64 67 60 90 81 96 89
VPN (uma Rede Virtual Privada cria uma rede privada através de uma rede pública para permitir a troca segura de dados nessa rede pública) 42 42 36 36 * 67 91 87
Guardar logs para análise depois de incidentes de segurança 58 45 55 40 * 66 85 82
Avaliação de risco de TIC, i. e., avaliação periódica das probabilidades e consequências de incidentes de segurança de TIC 41 34 37 29 * 54 76 72
Testes de segurança das TIC 43 36 38 31 * 55 78 74
Empresas a usar alguma medida de segurança das TIC 98 93 97 92 100 97 100 99
Tabela 18 | Eurostat 2020c

*Dados indisponíveis.


(4) No âmbito do Eurostat, todas as empresas: 10 trabalhadores ou mais; pequenas: 10-49 trabalhadores; médias: 50-249 trabalhadores; grandes: 250 ou mais trabalhadores. As sociedades financeiras não estão incluídas.


Medidas de segurança das TIC nas empresas, em Portugal. Comparação com UE. Todas as empresas. (%)

Figura 40
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Figura 40 | Eurostat 2020c


DESTAQUES

As empresas, em Portugal, aplicam mais medidas de segurança, com 98%, do que a média da UE, com 93%, considerando todas as empresas;

A medida mais aplicada entre todas as empresas, em Portugal, é a manutenção do software atualizado, com 90%. Também é a medida mais comum na média da UE, com 87%;

A medida menos frequente entre todas as empresas, em Portugal, é a identificação do utilizador e autenticação através de métodos biométricos, com 15%. A média da UE atinge os 10%;

As grandes empresas, em Portugal, aplicam mais medidas do que as pequenas, com 100% e 97%, respetivamente, que aplicam pelo menos uma medida, tendência que também se verifica na média da UE.


Políticas de segurança das TIC nas empresas, em Portugal. (%)
  Todas 2019 Tendência 2015-2019 Pequenas 2019 Médias 2019 Grandes 2019
  PT UE PT UE PT UE PT UE PT UE
A política de segurança das TIC da empresa foi definida ou revista pela última vez nos últimos 12 meses 21 26 -8 +6 18 23 * 41 59 60
A política de segurança das TIC da empresa foi definida ou revista pela última vez há mais de 12 meses, até há 24 meses 5 6 -3 = 4 5 8 10 11 12
A política de segurança das TIC da empresa foi definida ou revista pela última vez há mais de 24 meses 2 2 -9 -3 2 2 4 3 4 4
Total com política de segurança das TIC 28 34 -20 +3 24 30 12 54 74 76
Tabela 19 | Eurostat 2020c

*Dados indisponíveis.

Política de segurança das TIC nas empresas, em Portugal. 2015-2019. Todas as empresas. (%)

Figura 41
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Figura 41 | Eurostat 2020c


Política de segurança das TIC nas empresas, em Portugal. Comparação com UE. Todas as empresas. (%)

Figura 42
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Figura 42 | Eurostat 2020c


Política de segurança das TIC nas empresas europeias. 2015-2019. Todas as empresas. (%)

Figura 43
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Figura 43 | Eurostat 2020c


DESTAQUES

Existem menos empresas, em Portugal, com políticas de segurança das TIC definidas ou revistas, com 28%, do que a média da UE, que atinge os 34%, independentemente de há quanto tempo têm essa política definida;

Entre todas as empresas, em Portugal, que possuem uma política de segurança das TIC, a maioria definiu ou reviu essa política nos últimos 12 meses à realização do inquérito;

Existe uma maior percentagem de grandes empresas do que entre os restantes tipos de empresas a ter uma política de segurança das TIC, com 74% em Portugal e 76% na média da UE.


Empresas, em Portugal, que possuem recomendações documentadas sobre medidas, práticas ou procedimentos de segurança das TIC e assuntos considerados, 2019. (%)
  Todas 2019 Pequenas 2019 Médias 2019 Grandes 2019
  PT UE PT UE PT UE PT UE
Empresas que possuem recomendações documentadas sobre medidas, práticas ou procedimentos de segurança das TIC 28 34 24 30 * 54 74 76
Assuntos considerados nessas recomendações:gestão dos níveis de acesso ao uso das TIC 26 30 22 25 * 49 71 71
Assuntos considerados nessas recomendações: armazenamento, proteção, acesso e processamento de dados 27 31 23 26 * 49 73 71
Assuntos considerados nessas recomendações: procedimentos ou regras para prevenir ou responder a incidentes de segurança 24 24 20 20 * 41 65 63
Assuntos considerados nessas recomendações: responsabilidades, direitos e deveres no que diz respeito à utilização das TIC 26 28 22 23 * 46 71 68
Assuntos considerados nessas recomendações: formação do pessoal ao serviço para uma utilização segura das TIC 21 22 17 18 * 37 60 58
Tabela 20 | Eurostat 2020c

*Dados indisponíveis.

Empresas, em Portugal, que possuem recomendações documentadas sobre medidas, práticas ou procedimentos de segurança das TIC e assuntos considerados. Comparação com UE. Todas as empresas. (%)

Figura 44
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Figura 44 | Eurostat 2020c


DESTAQUES

Existem menos empresas, em Portugal, do que a média da UE a terem recomendações documentadas sobre medidas, práticas e procedimentos em segurança das TIC, com 28% e 34%, respetivamente;

O tipo de assunto mais considerado nestas recomendações, quer em Portugal, quer na média da UE, é o armazenamento, proteção, acesso e processamento de dados, com 27% e 31%, respetivamente;

As grandes empresas são as que apresentam percentagens maiores a todos os níveis no que diz respeito a ter recomendações documentadas e aos assuntos que estas incluem. Por exemplo, 74% das grandes empresas, em Portugal, possuem este tipo de recomendação documentada. A média da UE é de 76%. Apenas 24% das pequenas empresas, em Portugal, e 30% na média da UE têm recomendações documentadas deste tipo.


Realização das atividades relacionadas com a segurança das TIC nas empresas, em Portugal,2019. (%)
  Todas 2019 Pequenas 2019 Médias 2019 Grandes 2019
  PT UE PT UE PT UE PT UE
As atividades relacionadas com a segurança das TIC são realizadas pelos colaboradores da empresa 46 41 43 37 * 58 89 83
As atividades relacionadas com a segurança das TIC são realizadas por fornecedores externos 75 63 75 62 * 68 68 67
As atividades relacionadas com a segurança das TIC são realizadas pelos colaboradores da empresa ou por fornecedores externos 98 85 98 83 100 94 100 98
Tabela 21 | Eurostat 2020c

*Dados indisponíveis.

Realização das atividades relacionadas com a segurança das TIC nas empresas, em Portugal, 2019. Comparação com UE. Todas as empresas. (%)

Figura 45
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Figura 45 | Eurostat 2020c


DESTAQUES

As empresas, em Portugal, recorrem mais a fornecedores externos, em 75% das atividades relacionadas com a segurança das TIC, do que a colaboradores da empresa, em 46% das atividades (algumas atividades são realizadas pelos dois tipos de recursos). Esta tendência também se verifica na média da UE, com 63% e 41%, respetivamente.


ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CENTRAL E REGIONAL E CÂMARAS MUNICIPAIS


Continuando com um pendor organizacional, mas desta feita orientado ao setor público, os indicadores do IUTIC para a Administração Pública Central e Regional (IUTICAP) e para as Câmaras Municipais (IUTICCM), da DGEEC, respeitantes a 2019 e publicados em 2020, são muito importantes (DGEEC, 2020a e 2020b). Estes dados, que incidem sobre todo o universo, em lugar de resultarem de uma amostra, têm uma fiabilidade muito grande. Em muitos aspetos, reproduzem o inquérito do Eurostat sobre Políticas de Segurança (aplicado pelo INE) (Eurostat, 2020c), mas neste outro contexto e sem comparação com a média da UE. É possível encontrar nesta fonte indicadores sobre a definição de políticas de segurança, recursos humanos na área da cibersegurança, medidas de segurança das TIC adotadas e recomendações documentadas.
Entidades da Administração Pública que têm definida uma estratégia para a segurança de informação, em Portugal. Administração Pública Central e Regional e Câmaras municipais. (%)
  2019 Tendência PT
(2018-2019)
Tendência PT
(2017-2018)
Administração Pública Central 68 -4 +5
Administração Pública Regional dos Açores 55 +3 +7
Administração Pública Regional da Madeira 33 +7 -4
Câmaras Municipais 67 +2 +6
Tabela 22 | DGEEC 2020a e 2020b

Entidades da Administração Pública que têm definida uma estratégia para a segurança de informação,em Portugal. 2017-2019. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)

Figura 46
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Figura 46 | DGEEC 2020a e 2020b


DESTAQUES

Os organismos da Administração Pública Central e as Câmaras Municipais são as entidades públicas que mais indicaram ter uma estratégia para a segurança de informação definida, com 68% e 67%, respetivamente. No caso da Administração Pública Central os valores representam uma diminuição em relação ao ano anterior em 4 pp, e, nas Câmaras Municipais, um crescimento de 2 pp;

Verifica-se um crescimento deste indicador em 7 pp em relação a 2018 entre os organismos da Administração Pública Regional da Madeira, para 33% (ainda assim, o valor mais baixo).


Entidades da Administração Pública, em Portugal, que indicaram ter elevada necessidade de reforço de competências em segurança das TIC. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)
  2019 Tendência PT
(2018-2019)
Tendência PT
(2017-2018)
Administração Pública Central 34 = +1
Administração Pública Regional dos Açores 28 +8 -5
Administração Pública Regional da Madeira 29 -4 +10
Câmaras Municipais 45 +8 -1
Tabela 23 | DGEEC 2020a e 2020b

Entidades da Administração Pública, em Portugal, que indicaram ter elevada necessidade de reforço de competências em segurança das TIC. 2017-2019. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)

Figura 47
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Figura 47 | DGEEC 2020a e 2020b


DESTAQUES

As Câmaras Municipais, com 45%, são o tipo de entidade que mais refere ter elevada necessidade de reforçar competências em matéria de segurança das TIC, representando mais 8 pp do que o ano de 2018.


Medidas de segurança das TIC utilizadas em entidades públicas, em Portugal, 2019. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)
  AP
Central
AP
Açores
AP
Madeira
CM
Atualização regular do software 85 100 89 100
Controlo de acessos à rede do Organismo 89 98 89 93
Autenticação dos utilizadores através de uma palavra-passe segura 88 91 82 85
Conservação de registos para análise depois da ocorrência de incidentes de segurança 79 75 58 68
Avaliação dos riscos ligados às TIC 59 43 47 50
Testes da segurança às TIC 56 62 42 49
Técnicas de encriptação de dados, documentos ou emails 55 47 42 47
Identificação e autenticação do utilizador através de métodos biométricos 27 43 33 42
Tabela 24 | DGEEC 2020a e 2020b

Medidas de segurança das TIC utilizadas em entidades da Administração Pública, em Portugal, 2019.Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)

Figura 48
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Figura 48 | DGEEC 2020a e 2020b


DESTAQUES

O tipo de medida de segurança das TIC mais implementada, entre as entidades da Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais, em Portugal, em 2019, é a atualização regular do software, com valores entre os 89% (AP Madeira) e os 100% (AP Açores e CM);

O tipo de medida menos utilizada é a identificação e autenticação do utilizador através de métodos biométricos, com valores entre os 27% (AP Central) e os 43% (AP Açores).


Tipo de pessoal que realizou as atividades relacionadas com a segurança das TIC em entidades públicas, em Portugal, 2019. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)
  AP
Central
AP
Açores
AP
Madeira
CM
Pessoal do próprio Organismo (apenas) 43 58 62 44
Fornecedores externos (apenas) 18 21 29 8
Pessoal do próprio Organismo e fornecedores externos 39 21 9 47
Tabela 25 | DGEEC 2020a e 2020b

Tipo de pessoal que realizou as atividades relacionadas com a segurança das TIC em entidades de Administração Pública, em Portugal, 2019. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)

Figura 49
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Figura 49 | DGEEC 2020a e 2020b


DESTAQUES

O pessoal do próprio Organismo é, na sua maioria, quem realiza as atividades relacionadas com a segurança das TIC, entre as entidades da Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais, com valores entre os 43% (AP Central) e os 63% (AP Madeira). Contudo, nas Câmaras Municipais, a maioria das atividades deste tipo são realizadas por uma combinação de pessoal do próprio Organismo e fornecedores externos, em 47% das entidades.


Entidades da Administração Pública que possuem recomendações documentadas sobre medidas, práticas ou procedimentos de segurança das TIC e assuntos considerados nas mesmas, em Portugal, 2019. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)
  AP
Central
AP
Açores
AP
Madeira
CM
Organismos que possuem recomendações documentas sobre medidas, práticas ou procedimentos de segurança das TIC 52 36 29 36
Assuntos considerados nessas recomendações:gestão dos níveis de acesso às TIC 93 95 92 92
Assuntos considerados nessas recomendações: armazenamento, proteção, acesso e processamento de dados 93 95 92 88
Assuntos considerados nessas recomendações: responsabilidade, direitos e deveres no que respeita à utilização das TIC 92 89 77 89
Assuntos considerados nessas recomendações: procedimentos ou regras para prevenir ou reagir a incidentes de segurança 77 68 92 75
Assuntos considerados nessas recomendações: formação do pessoal ao serviço para uma utilização segura das TIC 68 68 77 56
Tabela 26 | DGEEC 2020a e 2020b

Entidades da Administração Pública que possuem recomendações documentadas sobre medidas práticas ou procedimentos de segurança das TIC e assuntos considerados nas mesmas,em Portugal, 2019. Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais. (%)

Figura 50
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Figura 50 | DGEEC 2020a e 2020b


DESTAQUES

A Administração Pública Central é a que tem mais entidades com recomendações documentadas sobre medidas, práticas ou procedimentos de segurança das TIC, com 52%;

As entidades da Administração Pública Regional da Madeira são as que possuem menos destas recomendações, com 29% - não obstante, este tipo de Organismo apresenta um valor elevado quanto ao assunto considerado nessas recomendações relativo a procedimentos ou regras para prevenir ou reagir a incidentes de segurança, com 92%, enquanto as restantes entidades apresentam valores entre os 68% (AP Açores) e os 77% (AP Central);

Os tipos de assuntos mais frequentes nestes documentos são: gestão de níveis de acesso (entre os 92% e os 95%) e o armazenamento, proteção, acesso e processamento de dados (entre os 88% e os 95%);

O assunto menos frequente incluído nesta documentação é a formação do pessoal ao serviço para uma utilização segura das TIC, com valores entre os 56% (CM) e os 77% (AP Madeira).


Síntese - Os Comportamentos Individuais, em Portugal, face à Cibersegurança


O  cuidado  em  não  abrir  emails  de  pessoas  desconhecidas  é  a  ação mais frequente, entre os indivíduos, utilizadores de Internet, em resultado de preocupações com a Internet. Em geral, há uma ligeira subida no que diz respeito às mudanças de comportamento neste âmbito.

O  tipo  de  cuidado  que  mais  subiu  em  2019  em  relação  ao  ano  de 2018 foi a utilização de passwords diferentes em websites diversos e o que mais decresceu foi a instalação de um antivírus.

Os  indivíduos,  utilizadores  de  Internet,  mudam  menos  as  suas  passwords do que a média da UE. O email é o tipo de conta em que esta mudança mais ocorre.

Os  indivíduos,  utilizadores  de  Internet,  reconhecem  menos  do  que a média da UE ter sido vítimas de cibercrimes.

As ciberameaças que mais conduziram as vítimas a uma reação foi o hacking das suas redes sociais online ou conta de email.

Ao contrário dos indivíduos que afirmam que contactariam a polícia caso fossem vítimas de certas ciberameaças, na realidade, aqueles que foram efetivamente vítimas, na sua maioria, realizaram outras ações ou não fizeram nada.
 
Os indivíduos fazem menos reporte de cibercrimes do que a média da UE.
 
Os indivíduos agem menos do que a média da UE em relação ao assédio online de crianças (em decrescimento em relação a 2018). Quando agem, o que fazem mais é monitorizar a criança.

A discussão sobre os riscos online com os filhos continua, tal como em 2018, abaixo da média da UE.

Há mais indivíduos do que a média da UE a não comprar/encomendar bens ou serviços pela Internet para uso privado, devido a preocupações com a segurança de pagamento.

Os indivíduos fazem menos cópias de segurança do que a média da UE.
 
 

Síntese - Os Comportamentos Organizacionais, em Portugal, face à Cibersegurança



As empresas afirmam aplicar medidas de segurança das TIC em maior percentagem do que a média da UE.

Há menos empresas do que a média da UE com políticas de segurança das TIC definidas ou revistas.

Também existem menos empresas do que a média da UE com recomendações documentadas sobre medidas, práticas e procedimentos em segurança das TIC.

Enquanto as empresas recorrem mais a fornecedores externos, as entidades públicas consideradas recorrem mais a colaboradores internos para atividades relacionadas com a segurança das TIC.

A maioria das entidades da Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais tem uma estratégia de segurança da informação definida.

As Câmaras Municipais, entre as entidades públicas, são o tipo de entidades que mais refere a segurança como uma necessidade de reforço de competência das TIC.

Entre as entidades da Administração Pública Central e Regional e Câmaras Municipais, mas também entre as empresas, o tipo de medida de segurança das TIC mais aplicada é a atualização regular do software.

Cerca de metade das entidades da Administração Pública Central, em 2019, possuem recomendações documentadas sobre medidas, práticas ou procedimentos de segurança das TIC. Menos de metade das Câmaras Municipais e Administração Pública Regional têm recomendações deste tipo.

O tema mais frequente considerado nestas recomendações, entre as entidades públicas consideradas, é a gestão de níveis de acesso. Nas empresas, é o armazenamento, proteção, acesso e processamento de dados.

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Última atualização em 04-04-2021