Ir para conteúdo

SUMÁRIO EXECUTIVO

O Relatório Cibersegurança em Portugal – Linha de Observação Sociedade apresenta alguns indicadores respeitantes às atitudes, aos comportamentos e à educação/sensibilização dos portugueses em relação à cibersegurança, comparando, sempre que possível, com o conjunto da União Europeia (UE). Procura dar destaque aos aspetos sociais desta realidade, em particular ao modo como a internet e os dispositivos informáticos são percecionados pelos utilizadores e quais as práticas correspondentes em termos da respetiva utilização em segurança. Essa perceção e as ações que daí decorrem vão definir os graus de apreensão, confiança ou cuidado na utilização das tecnologias digitais.

Nos três subtemas escolhidos – Atitudes, Comportamentos e Educação/Sensibilização – são identificados indicadores que incidem sobre aspetos que valem por si, mas também que se articulam: as Atitudes são apresentadas por indicadores que medem as preocupações e as perceções dos utilizadores em relação à cibersegurança; os Comportamentos, por indicadores das ações realizadas (ou não) com o fim de garantir essa cibersegurança; e a Educação/Sensibilização, por indicadores com números das formações e cursos neste domínio.

Os dados utilizados são sobretudo de fontes como o Eurobarómetro, o Eurostat, a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), a Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC) e o Instituto Nacional de Estatística (INE), possuindo a qualidade que nos é garantida por estas organizações. Contudo, neste Relatório articulam-se conteúdos e realizam-se análises que não são apresentadas por estas fontes e, portanto, são apenas da responsabilidade do Observatório de Cibersegurança. A principal fragilidade dos indicadores apresentados resulta da incerteza respeitante à regularidade da sua recolha futura, nomeadamente no âmbito do Eurobarómetro e do Eurostat, além da limitação própria que resulta da combinação de indicadores de fontes diferente.

Espera-se que os resultados apresentados contribuam para melhorar os programas de educação e sensibilização, clarificando os pontos fracos e os pontos fortes a trabalhar em termos de materiais e estratégias. Procura-se também que sirvam como instrumentos de análise para uma melhor consciência do contexto português na definição de políticas públicas na área da cibersegurança.


Seguinte
Última atualização em 05-04-2021