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ATITUDES

As atitudes associadas à cibersegurança podem ser integradas no conceito conhecido de “awareness”, ou “consciência de” em português. Uma atitude é uma “disposição para reagir com um certo grau de favorecimento ou desfavorecimento em relação a um objeto, comportamento, instituição ou evento” (Ajzen 1993: 41). Neste caso, interessa esta disposição em relação à cibersegurança, no que integramos as predisposições e o conhecimento. As atitudes são fundamentais para a concretização de comportamentos sustentados e não meramente circunstanciais. Avaliar atitudes permite compreender as perceções dos indivíduos e desse modo os comportamentos prováveis.

Uma das fontes sobre esta componente mais importante é a que nos é facultada pelo Eurobarómetro especial 480 Europeans’ Attitudes Towards Internet Security, publicado em 2019, com referência a 2018. Este inquérito, não sendo de frequência previsível, dá continuidade ao Eurobarómetro especial 404, de 2013, ao Eurobarómetro especial 423, de 2015 (referente a 2014), e ao Eurobarómetro especial 464a, de 2017. Todos estes relatórios fazem referência à “Cibersegurança”. Todavia, no Eurobarómetro especial 480 este conceito sofre uma alteração para “Segurança na Internet”, sem alterar grandemente o conteúdo equiparável. Este inquérito será comparado com os resultados apresentados nos anteriores, sobretudo no que se refere a Portugal. Posteriormente, também se recorre ao Digital Transformation Scoreboard, de 2018, de modo analisar a mediatização desta matéria, elemento que nos dá uma indicação sobre o nível de consciência social em cibersegurança.

No que diz respeito às atitudes, é possível destacar do Eurobarómetro especial 480, e dos seus congéneres anteriores, os seguintes indicadores e respetivos resultados:

Que preocupações têm os portugueses, se alguma, em relação ao uso da internet para atividades como o banco online ou a compra de bens e serviços online? (%)
(Múltiplas respostas possíveis)
  Portugal 2018 Tendência UE (2017-2018) Tendência PT (2017-2018) Tendência UE (2014-2017) Tendência PT (2013-2014)
A segurança dos pagamentos online 38 43 (+1) -9 +11 +1
O uso indevido dos dados pessoais 49 43 (-2) -2 +21 +1
Não poder inspecionar os bens ou pedir conselho a uma pessoa real 15* 24 (-3) -13* -18 -3
Tem medo de não receber os produtos ou serviços comprados online 35 23 (=) = +18 +3
Outra 2 5 (+1) ** ** +1
Nenhuma preocupação 20 19 (=) ** ** +5
Não sabe 2 2 (=) ** ** +1
Fonte: Eurobarómetro 480, 464a, 423 e 404
*A formulação da pergunta alterou ligeiramente de 2017 para 2018, por isso esta diferença é relativa.
**Dados indisponíveis.

Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Opinião semelhante entre homens e mulheres portugueses
Idade Os portugueses com idades entre os 15 e os 24 anos tendem a preocupar-se menos com os pagamentos online (31%), o uso indevido dos dados pessoais (38%) e a inspeção dos bens (10%) do que as restantes faixas etárias (25-39; 40-54; +55), sempre entre os 16% e os 55%.
Educação Os portugueses que terminaram os estudos com menos de 15 anos e os que ainda estão a estudar têm percentagens mais altas de nenhuma preocupação (27% e 28%, respetivamente), comparando com os que acabaram os estudos entre os 16 e os 19 anos (16%) ou com mais de 20 anos (15%)
UE Dados alinhados com UE.
Que preocupações têm os portugueses, se alguma, em relação ao uso da internet para atividades como o banco online ou a compra de bens e serviços online? (%)
(Múltiplas respostas possíveis)
Figura 1
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Que preocupações têm os portugueses, se alguma, em relação ao uso da internet para atividades como o banco online ou a compra de bens e serviços online? (%)
(Múltiplas respostas possíveis) Comparações com valores de UE
Figura 2
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Que preocupações têm os europeus, se alguma, em relação ao uso da internet para atividades como o banco online ou a compra de bens e serviçosonline? (%)
(Múltiplas respostas possíveis) Evolução entre 2017 e 2018
Figura 3
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Destaques

Tendência para a diminuição constante e acentuada da preocupação dos portugueses com a impossibilidade de inspecionar os bens online;
Diminuição contracíclica em relação à UE das preocupações dos portugueses com a segurança nos pagamentos online;
A preocupação dos portugueses em relação ao uso dos dados pessoais é a mais relevante nos últimos dois ano;
Portugueses mais novos e com menos estudos tendem a preocupar-se menos ou nada em relação ao uso da internet para atividades como o banco online ou a compra de bens e serviços online.;
Quão bem informados se sentem os portugueses quanto ao risco de cibercrime? (%)
  Portugal 2018 Tendência UE (2017-2018) Tendência PT (2017-2018) Tendência UE (2014-2017) Tendência PT (2013-2014)
Muito bem informado 3 10 (+1) -3 +1 +1
Razoavelmente bem informado 43 41 (+4) +1 +3 +12
Não muito bem informado 30 28 (-4) +1 +6 -10
Nada informado 22 18 (-1) = -10 -3
Não sei 2 3 (=) +1 = =
Fonte: Eurobarómetro 480, 464a, 423 e 404

Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Há mais homens portugueses (53%) a sentirem-se bem informados do que mulheres (40%).
Idade Há mais portugueses nas faixas etárias entre os 15 e os 24 anos (81%) e entre os 25 e os 39 anos (70%) a sentirem-se bem informados do que nas restantes, 40-54 (52%) e +55 (17%).
Educação Há menos portugueses que terminaram os estudos com menos de 15 anos a sentirem-se bem informados (20%) do que nas restantes categorias – entre os 16 e 19 anos (59%), mais de 20 anos (74%) e estudantes (80%).
UE Dados alinhados com UE.
Quão bem informados se sentem os portugueses quanto ao risco de cibercrime? (%)
Figura 4
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Quão bem informados se sentem os portugueses quanto ao risco de cibercrime? (%)
Comparações com valores de UE
Figura 5
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Quão bem informados se sentem os europeus quanto ao risco de cibercrime? (%)
Evolução entre 2017 e 2018
Figura 6
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Destaques

A percentagem de portugueses que se sentem muito bem informados quanto ao risco de cibercrime é muito reduzida, mas ainda assim manifestou aumentos entre 2013 e 2017. Em 2018 o valor decresceu consideravelmente, sendo o mais baixo do período em análise e colocando o país muito abaixo da média da UE;
Após a diminuição, entre 2013 e 2014, da percentagem de portugueses que se sentem não muito bem informados quanto ao risco de cibercrime, os valores voltam a subir a partir de 2014. Crescimento constante, desde 2013, dos portugueses que se sentem razoavelmente bem informados, com um resultado superior à UE em 20;
A percentagem de portugueses nada informados decresceu até 2017, mantendo-se estável em 2018 (22%), mas mais elevada que o valor da UE;
O perfil do português mais bem informado é o de homem, com menos de quarenta anos e que terminou os estudos com mais de 16 anos.
Em que medida os portugueses concordam ou discordam com cada uma das seguintes afirmações? (%)
    Portugal 2018 Tendência UE (2017-2018) Tendência PT (2017-2018) Tendência UE (2014-2017) Tendência PT (2013-2014)
Evita revelar informação pessoal online Concorda 73 79 / 88 (+1) 95 +3 +2
Discorda 16 11 / ** 4 -3 -2
Não sabe 11 10 / ** 1 = =
Acredita que o risco de ser vítima de cibercrime está a aumentar Concorda 66 79 / 87 (+1) 88 +1 +12 ***
Discorda 21 10 / ** 10 -1 -6 ***
Não sabe 13 11 / ** 2 = -6 ***
Está preocupado de que a sua informação pessoal não seja mantida segura pelos websites Concorda 64 68 / 77 (+4) -4 +2 +9
Discorda 25 21 / ** ** -2 -9
Não sabe 11 11 / ** ** = =
Está preocupado de que a sua informação pessoal não seja mantida segura pelas autoridades públicas Concorda 62 62 / 80 (-6) -6 +3 +10
Discorda 28 27 / ** ** -3 -8
Não sabe 10 11 / ** ** = -2
É capaz de se proteger o suficiente contra o cibercrime, por exemplo, usando software antivírus Concorda 53 61 / 70 (-4) -4 -8 ****
Discorda 33 27 / ** ** ** ****
Não sabe 14 12 / ** ** ** ****
Fonte: Eurobarómetro 480, 464a, 423 e 404
*Nos inquéritos considerados, as opções de resposta subdividiram-se ainda em “tende a concordar” e “tende a discordar”. No último inquérito, em relatório, no que diz respeito aos países, apenas surgem as três opções apresentadas, ainda que seja possível aceder às duas opções em falta através do ficheiro Excel com os dados disponível online. Para efeitos comparativos, e seguindo a filosofia do relatório do Eurobarómetro, aglutina-se o “tende a concordar” no “concorda” e o “tende a discordar” no “discorda”. Além disso, só a partir do último inquérito é que as perguntas começaram a ser realizadas a todos os inquiridos e não apenas aos utilizadores de internet, daí apresentarem-se os dados absolutos de 2017. A comparação altera a base da amostra, considerando, em relação ao último inquérito, apenas os utilizadores de internet, quando na realidade a questão foi feita a todos, ao contrário dos inquéritos anteriores. A comparação disponível é feita com base na aglutinação. Os dados comparativos surgem ao lado dos valores atuais, separados pela barra.
**Dados indisponíveis quanto à base comparável.
***No inquérito de 2013 a pergunta refere-se ao último ano.
****Pergunta não realizada no inquérito de 2013

Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Não há diferenças relevantes entre homens e mulheres portugueses a este respeito.
Idade Faixa etária dos portugueses com mais de 55 anos concorda menos com as atitudes descritas.
Educação Os portugueses que terminaram os estudos com menos de 15 anos discordam mais das atitudes descritas.
UE Dados alinhados com UE.
Em que medida os portugueses concordam com cada uma das seguintes afirmações? (%)
Utilizadores de Internet
Figura 7
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Em que medida os portugueses concordam com cada uma das seguintes afirmações? (%)
Indivíduos. Comparações com valores de UE
Figura 8
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Destaques

Persistência, entre os anos de 2013 e 2017 (apenas utilizadores de internet), na importância atribuída aos cuidados em revelar informação pessoal online, ainda que menos do que na UE;
Menor percentagem de portugueses, em 2018 (todos os indivíduos), do que na UE no que diz respeito à crença de que o risco de ser vítima de cibercrime está a aumentar ou em relação à perceção de que é capaz de se proteger o suficiente contra o cibercrime, entre outros aspetos;
Portugueses com mais de 55 anos e com menos estudos tendem a concordar menos com as atitudes em causa.
Os cibercrimes incluem muitos tipos de atividade criminal. Quão preocupados estão os portugueses, pessoalmente, acercade experienciar ou ser vítima das seguintes situações? (%)
  Portugal 2018 Tendência UE (2017-2018) Tendência PT (2017-2018) Tendência UE (2014-2017) Tendência PT (2013-2014)
A infeção de dispositivos com software malicioso (vírus, etc.) 75 71 (+2) +4 -1 ***
Roubo de identidade (alguém roubar os dadospessoais e fazer-se passar por si 68 70 (+1) -1 -5 +15
Fraude em cartão bancário ou em banco online 64 70 (+4) +2 = +20
Pornografia infantil online 61 67 (+14) = -6 -20
Hacking a redes sociais online ou conta de email 67 67 (+4) +1 -6 +19
Material online que promove ódio racial ou extremismo religioso 58 65 (+14) +3 -4 +12
Ciberataques que impedem o seu acesso a serviços online,como banca ou serviços públicos 60 61 (+4) +5 -1 +9
Exigência de um pagamento em troca da recuperaçãodo controlo sobre o seu dispositivo 60 60 (+5) +2 -1 ***
Emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais 63 60 (=) +3 -6 +13
Fraude online em que os bens adquiridos não são entregues,são contrafeitos ou não são como publicitados 61 58 (=) +2 -3 +16
Fonte: Eurobarómetro 480, 464a, 423 e 404
*Existem 4 opções para cada item, sendo que apenas se pode selecionar uma: “muito preocupado”, “razoavelmente preocupado”, “não muito preocupado”, “nada preocupado".
Nesta apresentação, aglutinam-se os dois primeiros na opção “preocupado".
**O fraseado de algumas perguntas está ligeiramente diferente no inquérito de 2014.. ***Pergunta não realizada no inquérito de 2013.

Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Há mais mulheres a estarem preocupadas com a possibilidade de serem vítimas de cibercrime do que homens.
Idade Há menos portugueses na faixa etária entre os 15 e os 24 anos preocupados com a possibili-dade de serem vítimas de cibercrime do que nas restantes idades, exceto em relação à infeção de dispositivos com software malicioso.
Educação As pessoas que estudaram até aos 15 anos, juntamente com as que ainda estudam, estão menos preocupadas com a possibilidade de serem vítimas de cibercrimes.
UE Dados alinhados com UE.
Os cibercrimes incluem muitos tipos de atividade criminal. Quão preocupados estão os portugueses, pessoalmente, acerca de experienciar ou ser vítima das seguintes situações? (%)
Figura 9
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Os cibercrimes incluem muitos tipos de atividade criminal. Quão preocupados estão os portugueses, pessoalmente, acerca de experienciar ou ser vítima das seguintes situações? (%)
Comparação com valores da UE
Figura 10
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Os cibercrimes incluem muitos tipos de atividade criminal. Quão preocupados estão os europeus, pessoalmente, acerca de experienciar ou ser vítima das seguintes situações? (%)
Evolução entre 2017 e 2018
Figura 11
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Destaques

Menor preocupação dos portugueses com pornografia infantil online e com material online que promove o ódio racial ou o extremismo religioso do que na UE, bem como um menor crescimento do que na UE em relação ao ano anterior nestes dois parâmetros. Não obstante, o crescimento na UE realiza-se a partir de números, no ano anterior, menores do que os portugueses;
Crescimento generalizado das preocupações dos portugueses e dos europeus em relação a este tipo de criminalidade, comparando com 2017;
As preocupações dos portugueses com a possibilidade de serem vítimas de um cibercrime são menores nos homens, nos jovens e nas pessoas com poucos estudos.
Para os portugueses, cada uma destas situações representa um crime muito sério, razoavelmente sério, menor ou não é sequer um crime? (%) *
  Portugal
2018
UE
2018
A infeção de dispositivos com software malicioso (vírus, etc.) Muito sério 38 42
Razoavelmente sério 44 41
Crime menor 14 13
Não é sequer um crime 3 2
Não sabe 1 2
Roubo de identidade (alguém roubar os dados pessoais e fazer-se passar por si) Muito sério 75 70
Razoavelmente sério 20 25
Crime menor 2 3
Não é sequer um crime 2 1
Não sabe 1 1
Fraude em cartão bancário ou em banco online Muito sério 78 71
Razoavelmente sério 18 24
Crime menor 2 3
Não é sequer um crime 2 1
Não sabe 0 1
Pornografia infantil online Muito sério 85 82
Razoavelmente sério 11 14
Crime menor 1 2
Não é sequer um crime 2 1
Não sabe 1 1
Hacking a redes sociais online ou conta de email Muito sério 46 44
Razoavelmente sério 38 41
Crime menor 13 12
Não é sequer um crime 2 1
Não sabe 1 2
Material online que promove ódio racial ou extremismo religioso Muito sério 46 61
Razoavelmente sério 44 30
Crime menor 6 6
Não é sequer um crime 3 1
Não sabe 1 2
Ciberataques que impedem o seu acesso a serviços online,como banca ou serviços públicos Muito sério 43 48
Razoavelmente sério 49 39
Crime menor 5 9
Não é sequer um crime 2 2
Não sabe 1 2
Exigência de um pagamento em troca da recuperaçãodo controlo sobre o seu dispositivo Muito sério 67 58
Razoavelmente sério 26 33
Crime menor 5 6
Não é sequer um crime 1 1
Não sabe 1 2
Exigência de um pagamento em troca da recuperaçãodo controlo sobre o seu dispositivo Muito sério 36 39
Razoavelmente sério 49 44
Crime menor 13 13
Não é sequer um crime 2 2
Não sabe 0 2
Exigência de um pagamento em troca da recuperaçãodo controlo sobre o seu dispositivo Muito sério 42 38
Razoavelmente sério 47 46
Crime menor 6 13
Não é sequer um crime 4 1
Não sabe 1 2
Fonte: Eurobarómetro 480
*Esta pergunta é realizada pela primeira vez neste inquérito, não permitindo, por isso, realizar comparações com os anos anteriores.


Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Não há diferenças relevantes entre os portugueses a respeitodestas características sociodemográficas.
Idade
Educação
UE
Para os portugueses, cada uma destas situações representa um crime muito sério, razoavelmente sério, menor ou não é sequer um crime? (%)
(Crime muito sério) Comparação com valores da UE
Figura 12
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Destaques

Muita seriedade apontada aos crimes de pornografia infantil online (apesar da preocupação com este crime não ser a mais elevada, conforme revela a pergunta anterior), fraude em cartão bancário ou em banco online e roubo de identidade - níveis de seriedade alinhados com a UE;
Menor importância atribuída ao material online que promove ódio racial ou extremismo religioso, em contraste com a UE, a qual é superior em 15 pp.
Nos últimos três anos, algum familiar, amigo ou conhecido dos portugueses experienciou ou foi vítima de alguma destas situações? (%)
(Múltiplas respostas possíveis) *
  Portugal
2018
UE
2018
Descobrir software malicioso (vírus, etc.) no seu dispositivo 12 26
Roubo de identidade (alguém roubar os dadospessoais e fazer-se passar por si) 3 7
Ser vítima de fraude em cartão bancário ou em banco online 3 11
Acidentalmente, encontrar pornografia infantil online 3 4
Ocorrer hacking das suas redes sociais online ou conta de email 3 14
Acidentalmente encontrar material online que promoveódio racial ou extremismo religioso 2 9
Ciberataques que impedem o seu acesso a serviços online,como banca ou serviços públicos 3 8
Exigência de um pagamento em troca da recuperaçãodo controlo sobre o seu dispositivo 1 6
Emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais(incluindo acesso ao computador, login, informação de pagamentos ou bancária) 3 26
Fraude online em que os bens adquiridos não são entregues,são contrafeitos ou não são como publicitados 7 15
Outro cibercrime ou qualquer outro comportamento online ilegal(ciberataque, assédio ou bullying) [espontâneo] 1 4
Não, nada [espontâneo] 55 37
Não sabe 20 9
Fonte: Eurobarómetro 480
*Esta pergunta é realizada pela primeira vez neste inquérito, não permitindo, por isso, realizar comparações com os anos anteriores.

Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Não há diferenças relevantes entre homens e mulheres portugueses a este respeito.
Idade Quanto mais idosos, menos quantidade de portugueses manifestam ter conhecimento de pessoas que tenham experienciado ou sido vítimas destes cibercrimes.
Educação Portugueses que terminaram os estudos depois dos 20 anos têm mais conhecimento de pessoas que tenham experienciado ou sido vítimas destes cibercrimes.
UE Dados alinhados com UE.
Nos últimos três anos, algum familiar, amigo ou conhecido dos portugueses experienciou ou foi vítima de alguma destas situações? (%)
(Múltiplas respostas possíveis) Comparação com valores da UE
Figura 13
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Destaques

Há uma percentagem bastante elevada, e maior do que na UE, de portugueses que não conhecem ninguém que tenha passado por qualquer destas experiências ou que não sabem responder;
A discrepância maior entre Portugal e a UE ocorre no que diz respeito ao conhecimento de alguém que tenha recebido emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais, 3% (PT) e 26% (UE);
Quanto mais idosos e menos estudos, menos conhecimento têm os portugueses de pessoas que tenham experienciado ou sido vítimas destes cibercrimes.
Consciência dos portugueses em relação à existência de um website ou de uma morada de email em Portugal através dos quais se possa reportar um cibercrime ou qualquer outro comportamento ilegal online (%)
(Ex.: Ciberataques, assédio online ou bullying). Exclui sites de proteção do consumidor. *
  Portugal
2018
UE
2018
Sim, e já reportei um cibercrime ou outro comportamentoonline ilegal através deste website ou email 2 5
Sim, mas nunca reportei um cibercrime ou outro comportamentoonline ilegal através deste website ou email 12 16
Não, não conheço 84 77
Não sei 2 2
Fonte: Eurobarómetro 480
*Esta pergunta é realizada pela primeira vez neste inquérito, não permitindo, por isso, realizar comparações com os anos anteriores.

Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Não há diferenças relevantes entre homens e mulheres portugueses a este respeito.
Idade Os portugueses com mais de 55 anos tendem, ligeiramente, a ter menos consciência da existência de um website ou de uma morada de email em Portugal através dos quais se possa reportar um cibercrime ou qualquer outro comportamento ilegal online.
Educação Há uma menor percentagem de portugueses que terminaram os estudos com mais de 20 anos (75%) a desconhecer esta possibilidade do que entre aqueles que terminaram de estudar antes dos 15 (91%), entre os 16 e os 19 anos (80%) ou ainda estudam (84%).
UE Dados alinhados com UE.
Consciência dos portugueses em relação à existência de um website ou de uma morada de email em Portugal através dos quais se possa reportar um cibercrime ou qualquer outro comportamento ilegal online (%)
(Ex.: Ciberataques, assédio online ou bullying). Exclui sites de proteção do consumidor.

Comparação com valores da UE
Figura 14
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Destaques

Elevado desconhecimento dos portugueses em relação à existência de um website ou de uma morada de email em Portugal através dos quais se possa reportar um cibercrime ou qualquer outro comportamento ilegal online – desconhecimento superior à UE, também ela com números muito elevados;
O desconhecimento em causa é ainda maior entre os portugueses mais velhos e entre os que possuem menos estudos.
Independentemente de terem sido ou não vítimas de um cibercrime, o que fariam os portugueses se experienciassem ou fossem vítimas das seguintes situações? (%)
(Múltiplas respostas possíveis) *
    Portugal
2018
UE
2018
Descobrir software malicioso (vírus, etc.) no seu dispositivo Nada 7 19
Contactava a polícia 30 20
Contactava o website/vendedor 13 15
Contactava o fornecedor do serviço de internet 15 22
Contactava uma organização de proteção do consumidor 9 6
Reportava a situação através de um website ou email oficial 6 9
Outro [espontânea] 22 14
Não sei 21 13
Roubo de identidade (alguém roubar os dados pessoais e fazer-se passar por si) Nada 3 4
Contactava a polícia 73 75
Contactava o website/vendedor 11 10
Contactava o fornecedor do serviço de internet 11 9
Contactava uma organização de proteção do consumidor 11 6
Reportava a situação através de um website ou email oficial 5 7
Outro [espontânea] 4 4
Não sei 14 9
Ser vítima de fraude em cartão bancário ou em banco online Nada 4 3
Contactava a polícia 71 71
Contactava o website/vendedor 17 20
Contactava o fornecedor do serviço de internet 11 9
Contactava uma organização de proteção do consumidor 10 8
Reportava a situação através de um website ou email oficial 7 9
Outro [espontânea] 5 6
Não sei 15 9
Acidentalmente, encontrar pornografia infantil online Nada 5 8
Contactava a polícia 63 67
Contactava o website/vendedor 11 9
Contactava o fornecedor do serviço de internet 11 9
Contactava uma organização de proteção do consumidor 10 4
Reportava a situação através de um website ou email oficial 6 8
Outro [espontânea] 3 4
Não sei 22 11
Ocorrer hacking das suas redes sociais onlineou conta de email Nada 5 10
Contactava a polícia 34 32
Contactava o website/vendedor 20 24
Contactava o fornecedor do serviço de internet 15 22
Contactava uma organização de proteção do consumidor 9 6
Reportava a situação através de um website ou email oficial 10 10
Outro [espontânea] 10 7
Não sei 24 13
Acidentalmente encontrar material online que promove ódio racial ou extremismo religioso Nada 13 17
Contactava a polícia 43 48
Contactava o website/vendedor 11 12
Contactava o fornecedor do serviço de internet 10 9
Contactava uma organização de proteção do consumidor 7 4
Reportava a situação através de um website ou email oficial 6 9
Outro [espontânea] 4 5
Não sei 28 13
Ciberataques que impedem o seu acesso a serviços online,como banca ou serviços públicos Nada 8 11
Contactava a polícia 39 38
Contactava o website/vendedor 16 21
Contactava o fornecedor do serviço de internet 14 18
Contactava uma organização de proteção do consumidor 10 7
Reportava a situação através de um website ou email oficial 6 10
Outro [espontânea] 6 6
Não sei 29 13
Exigência de um pagamento em troca da recuperação do controlo sobre o seu dispositivo Nada 6 9
Contactava a polícia 63 62
Contactava o website/vendedor 11 10
Contactava o fornecedor do serviço de internet 13 10
Contactava uma organização de proteção do consumidor 9 6
Reportava a situação através de um website ou email oficial 6 7
Outro [espontânea] 6 6
Não sei 17 12
Receber emails fraudulentos ou telefonemas a pedir os seus dados pessoais (incluindo acesso ao computador, login,informação de pagamentos ou bancária) Nada 20 24
Contactava a polícia 38 39
Contactava o website/vendedor 12 12
Contactava o fornecedor do serviço de internet 13 11
Contactava uma organização de proteção do consumidor 7 7
Reportava a situação através de um website ou email oficial 6 9
Outro [espontânea] 5 6
Não sei 24 11
Fraude online em que os bens adquiridos não são entregues,são contrafeitos ou não são como publicitados Nada 4 7
Contactava a polícia 43 39
Contactava o website/vendedor 35 36
Contactava o fornecedor do serviço de internet 11 10
Contactava uma organização de proteção do consumidor 10 13
Reportava a situação através de um website ou email oficial 6 7
Outro [espontânea] 3 5
Não sei 19 11
Fonte: Eurobarómetro 480
*Devido a alterações nas perguntas e na base estatística da análise, que no último inquérito, em relação a esta pergunta, passou a considerar todos os inquiridos e não apenas os utilizadores de internet, optou-se, por causa da complexidade em termos de exposição que implicava, por não comparar com anos anteriores.

Aspectos sociodemográficos relevantes Portugal 2018
Género Os homens afirmam que reagiriam mais do que as mulheres em todas as situações.
Idade Os indivíduos com mais de 55 anos de idade, em geral, pretendem reagir menos do que os das restantes faixas etárias.
Educação Os indivíduos que terminaram os estudos com menos de 15 anos pretendem reagir menos do que os restantes.
UE Dados alinhados com UE.
Independentemente de terem sido ou não vítimas de um cibercrime, o que fariam os portuguesesse experienciassem ou fossem vítimas das seguintes situações? Pelo menos uma ação (%)
(Múltiplas respostas possíveis) Comparação com valores da UE
Figura 15
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Destaques

Em geral, os portugueses pretendem reagir menos (”Nada” + “Não sei”) do que os restantes europeus a situações de cibercrime, exceto no caso de software malicioso. Não obstante, em pergunta posterior sobre ações efetivas (a 13), Portugal sobressai pela positiva;
Quando consideram que agiriam em resultado de um cibercrime, os portugueses optam, na sua maioria, por reportar à polícia, mesmo no que se refere à descoberta de software malicioso, caso no qual há divergência em relação à UE, em que o contacto ao fornecedor do serviço de internet aparece com ligeira vantagem em comparação com o contacto à polícia;
Percentagem elevada de portugueses que, comparando com a UE, não sabem o que fazer no caso de encontrarem, acidentalmente, pornografia infantil; quando ocorre hacking das suas redes sociais online ou conta de email; quando, acidentalmente, encontram material online que promove ódio racial ou extremismo religioso; quando são alvo de ciberataques que impedem o acesso a serviços online; ou quando recebem emails fraudulentos ou telefonemas a pedirem os seus dados pessoais;
Percentagem muito baixa de intenções de reportar situações de cibercrime através de um website ou email oficiais, em Portugal e na UE;
Em Portugal, as mulheres e os indivíduos com menos estudos tendem a pretender agir menos, o que não quer dizer que assim seja no caso de serem vítimas efetivas, como será possível verificar mais à frente, no indicador 13.
Ainda no âmbito das Atitudes, é possível aceder a informação relevante no documento da Comissão Europeia Digital Transformation Scoreboard 2018, o qual faz um estudo sobre o nível de popularidade de várias tecnologias digitais através da análise das discussões online sobre tecnologia. Até ao momento de publicação deste relatório, não tinham sido lançados dados respeitantes a 2018, daí que apresentemos os dados referentes a 2017. Durante este último ano, a cibersegurança aparece de forma destacada considerando a UE como um todo, como é possível verificar.

Presença da cibersegurança nos media online na União Europeia e em Portugal

Tecnologia digital (UE) - % que o tema ocupa nas discussões online em 2017
Figura 16
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Com base numa análise às discussões online em fonte aberta, foi possível construir um índice que se refere ao número de observações sobre cibersegurança por cada 100 empresas ativas nos países. Os resultados para Portugal, a UE e os EUA são os seguintes:

Nº de observações sobre cibersegurança nos mediaonline por cada 100 empresas em 2017
Figura 17
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Destaques

Grande notoriedade do tema da cibersegurança nas discussões online dos europeus, em 2017;
Portugal está abaixo da média da UE e dos EUA no que diz respeito ao volume de observações sobre cibersegurança por cada 100 empresas nos media online de fonte aberta.

ATITUDES DOS PORTUGUESES FACE À CIBERSEGURANÇA

SÍNTESE

Poucos se sentem muito bem informados sobre cibersegurança.

O sentimento de autossegurança é menor do que na UE.

Menor contacto acidental com pornografia infantil e discurso de ódio online, comparando com UE.

Roubo de identidade, fraude bancária e pornografia infantil são os crimes considerados mais sérios.

O discurso de ódio, ao contrário da UE, é considerado dos crimes menos sérios.

Percentagem muito elevada de pessoas que não conhecem quem tenha sido vítima de cibercrime.

Elevado desconhecimento por parte dos cidadãos de website e email oficiais através dos quais reportar cibercrimes.

A polícia é a mais referenciada como a entidade a contactar em caso de cibercrime.

Percentagem muito baixa com intenção de reportar incidentes através de um website e email oficiais.

Menor presença do tema nas discussões online, comparando com a UE.


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Última atualização em 05-04-2021