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Objetivo: garantir uma utilização mais segura das redes sociais



Como?

1. Aceite apenas ligações de pessoas conhecidas;
2. Não indique o número de telemóvel ou morada no seu perfil ou em posts;
3. Evite partilhar informação que revele locais, imagens de crianças ou dados sensíveis;
4. Confirme a veracidade das notícias que partilha – verifique sempre a fonte;
5. Não clique em posts e links suspeitos – alguns podem ser phishing ou software malicioso;
6. Utilize palavras-passe únicas e complexas para aceder às redes sociais e altere-as com frequência;
7. Opte pelas definições de privacidade mais restritas;
8. Ative o bloqueio automático do smartphone e o uso de PIN ou palavra-passe;
9. Não faça login a outros serviços através de contas das redes sociais.



O que corre bem quando age bem

• Mantém a sua informação pessoal mais segura;
• Fica mais protegido contra roubo de contas e perfis;
• Protege as crianças de possíveis ameaças;
• Evita a propagação de notícias falsas.



Porquê o cuidado

Porque as redes sociais são um meio que agentes de ameaças usam com o fim de recolher informação sensível sobre possíveis vítimas. Essa informação pode ser usada, por exemplo, em ataques de phishing ou em assaltos a residências. Além disso, as redes sociais são um meio para o roubo de identidade, a propagação de notícias falsas, a disseminação de software malicioso ou a recolha de materiais utilizáveis contra crianças.



Sabia que?

Aquilo que publica pode ser usado por terceiros sem que tenha controlo sobre esse uso. Algumas definições de privacidade permitem essa possibilidade. A partir do momento que divulga algo numa rede social, alguém pode copiar esse conteúdo e partilhar com outros. As mensagens por WhatsApp também podem ser divulgadas a terceiros e existem casos em que o sistema de cifra é comprometido. Acresce que, ao publicar uma imagem, abdica dos direitos sobre a mesma. Existem redes criminosas que constroem bases de dados com imagens de crianças com objetivos maliciosos. Os pais devem ter o cuidado de não partilhar imagens dos filhos sem a sua autorização (sharenting), sempre que possível.
As redes sociais têm uma componente comercial. Quando faz um “gosto” num post, ajuda a criar um perfil para publicidade orientada a determinado público-alvo. Quando acede a plataformas utilizando contas de redes sociais, partilha os seus dados com essas plataformas. Deverá ser informado dessa situação, tendo a opção de escolha nesse momento. Os casos de utilização abusiva de dados de redes sociais têm aumentado muito nos últimos anos. 
O phishing nestas plataformas também tem crescido muito. Esta forma de recolher informação sensível através de manipulação, ou engenharia social, não acontece apenas mediante email ou SMS (smishing). Através de posts é possível conduzir os utilizadores a partilharem informação privada, como números de cartões de crédito. Existem também campanhas de SPAM e phishing lançadas através dos sistemas de mensagens das redes sociais.
Igualmente preocupante é o uso que se faz das redes sociais para disseminar desinformação (vulgo Fake News), com objetivos políticos ou económicos. A partilha de notícias falsas encontra nestas redes uma forma de propagação muito importante. Por cada gosto e partilha que um utilizador faz, o conteúdo em causa é promovido. No caso de se tratar de desinformação, ao divulgar este tipo de materiais, o utilizador torna-se conivente e uma peça fundamental para a propagação de informação que não é verdadeira. Acresce que muitos dos perfis e respetivas partilhas são assentes em contas falsas ou na atividade de uma botnet.  
Por fim, é essencial referir que certos casos de roubo de identidade acontecem através da apropriação de contas de redes sociais, servindo para causar danos reputacionais em terceiros ou trazer benefícios económicos aos agentes maliciosos. Devido ao seu caráter social e interativo, estas plataformas são um dos principais veículos de cyberbullying. A exposição que proporcionam permite que bullies e trolls explorem a informação disponível para perseguirem e agredirem (através de conteúdos) as suas vítimas e que crianças fiquem sujeitas a assédio online por parte de adultos (grooming).



Dados

• Os ataques dirigidos a indivíduos e organizações específicos através de redes sociais é uma tendência crescente em 2020.
• Outra tendência em 2020, que vem de anos anteriores, é o uso das redes sociais para campanhas de desinformação que procuram manipular os cidadãos com fins políticos. (ENISA Threat Landscape, 2020)
• Em 2019, o condicionamento de partilha de informação pessoal nas redes sociais foi a limitação que os indivíduos em Portugal mais colocaram a si próprios fruto de preocupações de segurança no uso da Internet, em 32,6% dos inquiridos. (IUTIC Famílias, INE, 2019)
• Em Portugal, em 2019, apenas 16% dos indivíduos admitem ter alterado a palavra-passe de uma conta de rede social durante os 12 meses anteriores. A média da UE no mesmo ano é de 25%. (Eurobarómetro especial 499, 2020)
• 37% dos indivíduos em Portugal, em 2020, admitem utilizar contas de redes sociais como procedimento de login a outros serviços online. A média da UE é de 35%. (Identification procedures used for online services, Eurostat, 2021)
Última atualização em 23-08-2021